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Pampulha faz 10 anos na Unesco, e PBH avança em projeto de concessão | G1

Pampulha faz 10 anos na Unesco, e PBH avança em projeto de concessão | G1

Uma década após o reconhecimento internacional, a Pampulha ainda enfrenta desafios para preservar o patrimônio e cumprir exigências da Unesco, enquanto o município busca um novo modelo de gestão para o complexo.

Em extrato publicado no Diário Oficial do Município deste sábado (11), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente oficializou a contratação da PBH Ativos S.A. para elaborar os estudos técnicos, jurídicos, econômicos e financeiros que vão embasar o projeto. O contrato tem valor de até R$ 2,4 milhões.

A contratação não significa que a concessão já foi definida. Nesta etapa, a empresa será responsável por estruturar o projeto e indicar o modelo de gestão mais adequado. Somente após a conclusão dos estudos a prefeitura poderá decidir se abrirá uma licitação.

Há dez anos, Pampulha ganhou o título de Patrimônio Mundial da Unesco. — Foto: Reprodução/TV Globo

Desafios

Projetado na década de 1940 por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Roberto Burle Marx e obras de Cândido Portinari, o conjunto é um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte. O reconhecimento internacional, conquistado em 2016, também trouxe compromissos para garantir sua preservação.

Para o presidente do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos Brasil), Flávio Carsalade, além de cumprir as exigências da Unesco, a Pampulha precisa explorar melhor seu potencial.

“Temos que atender aos requisitos que a Unesco colocou no momento da declaração da Pampulha como Patrimônio da Humanidade: a questão do Iate, a questão da água, não só do esgoto, mas também do assoreamento. Mas, especialmente, temos que aproveitar o potencial urbanístico e turístico da Pampulha. Urbanístico como um parque linear urbano, que é muito pouco aproveitado, especialmente nas áreas próximas ao Zoológico”, afirma o urbanista.

Museu de Arte da Pampulha (MAP) — Foto: Reprodução/ TV Globo

O que dizem as autoridades

Em nota, a prefeitura afirmou que o projeto de revitalização da lagoa avança com foco na preservação ambiental, na proteção do patrimônio cultural e na segurança dos visitantes.

Também informou que prepara uma licitação para ampliar os serviços de tratamento da água, desassoreamento e limpeza da lagoa e da orla. Segundo o município, o retorno dos esportes náuticos ocorrerá de forma gradual, em data ainda indefinida.

A Copasa informou que já investiu mais de R$ 800 milhões no Programa Reviva Pampulha, que ampliou a coleta e o tratamento de esgoto para 99,5% da população da bacia hidrográfica. A companhia prevê concluir as ações restantes até 2028.

Já o o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável por acompanhar os patrimônios mundiais brasileiros e por encaminhar à Unesco os relatórios sobre a conservação do conjunto, destacou que já aprovou o estudo preliminar para a requalificação do anexo do Iate Tênis Clube e aguarda o envio do anteprojeto pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Informou, ainda, que o Comitê Gestor do Conjunto Moderno da Pampulha está em processo de recomposição para fortalecer a gestão compartilhada do patrimônio.

Anexo construído no Iate Tênis Clube — Foto: TV Globo

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Fonte: "site:g1.globo.com "Belo Horizonte"" – Google Notícias