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Megaoperação contra PCC, CV e TCP prende 38 pessoas e apreende 4 menores em MG

Megaoperação contra PCC, CV e TCP prende 38 pessoas e apreende 4 menores em MG

Uma megaoperação — considerada “a maior da história” das forças de segurança de Minas Gerais — contra facções criminosas resultou na prisão de 38 pessoas e na apreensão de quatro adolescentes nesta segunda-feira (1º). A ação foi realizada simultaneamente em 26 territórios de seis municípios mineiros: Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberaba, Uberlândia, Manhuaçu e Teófilo Otoni. Os detalhes da operação, que segue em andamento, foram divulgados pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), durante coletiva de imprensa.

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Ao todo, foram cumpridas 73 ordens judiciais em diferentes comarcas do estado, sendo 46 na capital e 27 no interior, entre mandados de prisão e de busca e apreensão. As equipes também apreenderam nove armas de fogo e cerca de R$ 27 mil em dinheiro. Segundo o governador, a operação tem o objetivo de expulsar as facções criminosas do estado e garantir a pacificação dos aglomerados mineiros.

“Não vai haver uma boca de fumo que consiga trabalhar sem que a gente atrapalhe nessas localidades. A partir de agora, a polícia estará presente nos aglomerados para garantir a segurança da população e que esse espaço seja mantido sob o controle da comunidade, e não das facções. A remoção das pichações também continuará sendo feita de forma contínua”, garantiu o chefe do Executivo.

Simões afirmou que a operação Cerco Fechado continuará até que a presença do crime organizado seja totalmente sufocada.

“Temos neste momento 2.900 agentes das forças de segurança nas ruas. Além disso, os 3.000 soldados que se formaram na semana passada não serão mobilizados para suas cidades de destino enquanto nós não tivermos concluído essa operação. A Polícia Militar vai permanecer continuamente dentro desses 26 territórios em seis municípios diferentes. A comunidade continuará vendo a presença da polícia até que a gente tenha a pacificação”, prometeu.

Segundo o governador, os serviços de inteligência das forças de segurança já mapearam as áreas de atuação das principais facções criminosas do país, com o objetivo de promover ações voltadas ao sufocamento financeiro dessas organizações.

“Escolhemos todos os territórios relevantes para essas organizações porque a nossa lógica é inviabilizar a atividade econômica delas dentro do Estado. Quer ser crime organizado? Vai procurar outro lugar para trabalhar. Aqui nós não vamos permitir que ele se instale. Nós não estamos indo para um enfrentamento armado. Estamos indo para um sufocamento da atividade criminosa no Estado”, afirmou.

Apoio das forças federais

A operação conta ainda com o apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O superintendente regional da PF em Minas Gerais, Richard Murad, explicou que a corporação atuará em três frentes: apoio às ocupações dos territórios, localização de foragidos e realização de operações especiais contra organizações criminosas.

“A Polícia Federal atuará de forma integrada com as demais forças de segurança nas ocupações. Também vamos trabalhar na localização de foragidos da Justiça mineira, inclusive daqueles que estejam em outros estados ou até mesmo no exterior. Além disso, a Ficco atuará na deflagração de operações especiais voltadas ao enfrentamento direto das facções criminosas”, afirmou.

Já o superintendente da PRF em Minas Gerais, inspetor Fábio Henrique Silva Jardim, destacou que a corporação reforçará a fiscalização nas rodovias para impedir a circulação de criminosos, armas e drogas.

“Estaremos presentes em todas as regiões citadas, especialmente nos corredores estratégicos utilizados pelas organizações criminosas. Vamos empregar nossos sistemas de inteligência e atuar de forma integrada com as demais forças de segurança para localizar suspeitos, realizar prisões e apreender armas e drogas”, ressaltou.


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Fonte: "site:otempo.com.br "Belo Horizonte"" – Google Notícias